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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mais informações sobre a DMJ

Encontrei estes vídeos bastante relevantes para o conhecimento da Síndrome de Machado Joseph. Espero ter ajudado, amigos!




Este aqui aborda a Síndrome de Machado Joseph, mas abrange também outras ataxias.


Prossigamos firmes, queridos!
A graça de Deus nos basta, mesmo quando nos sentimos impotentes.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Danilo: Uma vida de constante superação

Depoimento de um jovem afetado pela Síndrome de Machado Joseph

 Olá, pessoal! Meu nome é Danilo, irei contar um pouco de mim depois que comecei a ter sintomas.

A Ataxia MDJ SCA3 (Síndrome de Machado Joseph- Ataxia Espinocerebelar do tipo 3) começou a se manifestar afetando meu equilíbrio, em seguida, afetou minha voz, logo depois comecei a ter dificuldades de mobilidade; até que afetou minha coordenação motora; daí em diante comecei a fazer as coisas de forma mais lenta.

Tive depressão no inicio da doença (Machado de Joseph); tudo isso foi um choque para mim, eu não aceitava ter esse problema, pois até então eu era normal e tinha uma vida normal. Com o tempo tive que me acostumar, me adaptar e me aceitar... 
Eu tinha 16 anos no início dessa doença; hoje tenho 26 anos. Já são 10 Anos de superação.
Nesta situação o apoio da família tem sido fundamental; e até costumo dizer que o carinho deles me faz vencer uma batalha a cada dia!




Quanto à acessibilidade, moro em Votorantim/SP, e aqui muitos estabelecimentos comerciais não têm rampa, há muitas calçadas com buraco, rampa do ônibus quando não funciona nós, cadeirantes, nos sentimos menosprezados pelos governantes, prefeit(a)os e vereadores. Mas quando tudo é cumprido segundo a Lei, com acessibilidade, nos sentimos mais úteis e com mais liberdade para ir e vir.


Minha expectativa de vida, ou seja, minha meta hoje é VIVER! Enquanto eu tiver possibilidade de retardar o processo dessa doença eu o farei!
 






Esta fotografia mostra o momento de um dos exames realizados para investigar a Síndrome.






Danilo é meu sobrinho, e é assistido por especialistas no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP, e estão sendo testados nele alguns tratamentos de tecnologia importada. 

(Em breve acrescentarei a este Post mais detalhes do depoimento do Danilo, bem como o resultado que ele já experimenta após este tratamento e mais detalhes do mesmo. Aguardem).
Este ao lado do Danilo é seu pai, José, meu irmão, o qual também é acometido da Síndrome. O José também tem sofrido muito por causa da degeneração do Sistema Nervoso Central acarretado pela Ataxia. Inclusive, a atrofia impediu a circulação sanguínea nos seus pés, e ele teve alguns dedos amputados, infelizmente.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A Síndrome de Machado Joseph- origem e sintomas


Meu irmão, sua filha, já doente também, e a nossa mãe, que cuidou dele.

Tendo vários casos em minha família, desejo contribuir passando a vocês mais informações acerca desta síndrome, a qual tem dizimado muitas vidas, inclusive como já falei no início do Blog, o meu querido irmão (foto), e o nosso pai.


A difusão da Síndrome de Machado-Joseph pelo mundo, tem gerado controvérsia ao longo de várias décadas, assim como a sua origem, uma vez que, as primeiras observações científicas foram efetuadas em membros de três famílias distintas: a Machado, a Thomas e a Joseph, sendo todas elas de origem açoriana, a primeira de S. Miguel e as duas últimas da ilha das Flores. Inicialmente foram consideradas três doenças diferentes, contudo ao se perceber que, apresentavam alguns sintomas semelhantes, como por exemplo o descontrolo motor, foram referidas em 1978, como uma única doença chamada Machado-Joseph.

Causas:

Por detrás das causas desta doença está uma mutação genética (alteração do ADN), ocorrida há séculos atrás e cujas manifestações surgem de forma extemporânea.

Descrição:

Entre 1972 e 1976, esta doença foi considerada como originária da América, pelo que o conceito de doença americana percorreu a comunidade científica.

Seguiu-se a tese de que seria uma doença americana com origem açoriana e, em 1976, foi considerada como uma doença açoriana e, dois anos mais tarde, alargou-se a sua expansão para o continente, sendo referida como uma doença portuguesa.

Um ano depois, é estudada a primeira família afro-americana portadora da doença, sem qualquer origem portuguesa, o que deu o mote para se alargar o pensamento e perceber que a mesma se poderia difundir pelo mundo.

Foi a partir daí que, se conheceram casos no Japão, na Índia, na China, no Brasil, e até em famílias de aborígenes australianos.

Os especialistas afirmam que, "Há 25 anos que estudamos a doença e não paramos de ter surpresas", refere Jorge Sequeiros, director da Unidade de Investigação Genética e Epidemiológica de Doenças Neurológicas (UnIGENe), do Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto, acrescentando que "uma das mais recentes foi encontrar um foco numa zona do vale do Tejo que já apresenta a frequência mais elevada, em Portugal, a seguir à da ilha das Flores."

Difusão da doença pelo mundo:

Os investigadores são unânimes em afirmar que, uma das hipóteses explicativas para a propagação da doença assenta na grande emigração ocorrida pela comunidade açoriana pelo mundo, na época dos Descobrimentos.

Esta teoria poderia explicar o aparecimento da doença em Espanha, França, Alemanha, China, Índia e Japão, entre outros países, e, mais recentemente, nos Estados Unidos, Brasil e Canadá, ainda assim, as dúvidas persistem quando se aborda o problema de outra forma, pois ainda reside a dúvida de que se possa tratar de uma só mutação genética como causa da doença.

Neste sentido, Jorge Sequeiros afirma que, "Há, de facto, um mesmo haplotipo encontrado nos Açores, continente, Japão, Espanha, Brasil, EUA".

No entanto, uma outra vertente explicativa não é posta de parte, pois conforme explica o director da UnIGENe, "existem dois haplotipos diferentes, apontando para dois acontecimentos mutacionais diferentes, nos Açores: um nas Flores e outro na ilha de S. Miguel, sendo que, o haplotipo das Flores está por todo o mundo, o de S. Miguel só nos Açores, Continente e Brasil".

Esta realidade levanta a questão de terem surgido mais do que uma mutação, mas não põe em causa a hipótese da migração do gene.

Caracterização da doença:

Até ao momento, sabe-se que, a doença de Machado-Joseph (DMJ) é hereditária, progressiva e degenerativa. Conduz o paciente a uma grande incapacidade motora (sem nunca alterar o intelecto) e culmina com a morte do doente. É resultante de uma alteração genética.

A doença tem sido investigada por todo o mundo, sendo que, em Portugal, o seu estudo está a cargo de uma equipa de cientistas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), do Porto, liderada por Jorge Sequeiros, director da UnIGENe.

Em termos científicos e, resumidamente, trata-se de um defeito ou mutação na informação genética da molécula que comanda a informação hereditária do indivíduo, o ácido desoxirribonucleico (ADN), que se encontra no núcleo das nossas células, e é o constituinte fundamental dos nossos cromossomas.

Para que melhor se compreenda do que se trata, é essencial entender que, dos 23 pares de cromossomas que possuímos em cada célula (23 provenientes do pai e 23 da mãe), é na extremidade do braço longo de um ou dos dois cromossomas do par 14, que se localiza o "erro" responsável por esta doença.

Se o erro se encontrar em apenas um dos cromossomas do par, o indivíduo é heterozigótico; se se encontrar nos dois diz-se que é homozigótico. Em ambos os casos, a doença manifesta-se uma vez que a transmissão é feita de um modo autossómico dominante.

Como diz Patrícia Maciel, investigadora do IBMC, "não se conhecem, até à data, indivíduos homozigóticos. Todos os casos estudados são de indivíduos heterozigóticos.

No entanto, parece que o facto de um indivíduo ser homozigótico não agrava a sintomatologia da doença".

Os sintomas e as causas:

De um modo geral, a DMJ é caracterizada por inúmeros problemas a nível motor como o desequilíbrio, a descoordenação de movimentos, a espasticidade (articulação deficiente e consequente rigidez dos membros), a limitação dos movimentos oculares (sobretudo para cima e, mais tarde, em todas as direções).

Também os olhos ficam salientes e há retração das pálpebras, sem que seja afetada a capacidade intelectual do indivíduo.

É de anotar que, os primeiros sintomas são quase sempre o desequilíbrio e as alterações na marcha.

As primeiras manifestações da doença surgem de forma variável pelo que não se pode apontar a idade como um aspecto revelador do seu aparecimento. No entanto, é raro que a doença se inicie nos primeiros anos de vida ou após os setenta anos de idade.

De referir ainda que, a maioria dos casos estudados, manifestou os primeiros sintomas entre os 25 e os 55 anos, sendo a média de 40 anos.

Tratamento:

A DMJ ainda se encontra em fase de estudo pelo que, até ao momento não existe um tratamento para a controlar. No entanto, um grande esforço científico tem sido levado a cabo a ponto de permitir afirmar que, se trata de uma das muitas doenças genéticas que resulta de uma alteração na sequência de nucleótidos.

É uma consequência da repetição de um tripleto CAG que é muito variável nos indivíduos normais, encontrando-se repetido sempre abaixo de 41 vezes. No caso dos indivíduos doentes, é quase sempre superior a 60 vezes e pode chegar a atingir 87 repetições.

Esta anomalia leva à síntese de uma proteína ainda desconhecida, que tem influência no cerebelo, órgão que controla o equilíbrio motor, provocando a maioria dos sintomas da doença.

A partir destas constatações, é possível que mais dados surjam e, com eles novos avanços e esperança para quem sofre desta patologia. Os seus portadores devem no entanto ser acompanhados e devidamente encaminhados de forma a melhorar a sua qualidade de vida e a forma de encararem a doença.

Nota:

Entenda este artigo como meramente informativo e um ponto de partida para procurar apoio médico especializado, sabendo que, no nosso país, o Porto está a dar resposta a este estudo de uma forma contínua e muito exigente. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Emoção na entrega de tablet à estudante portadora da síndrome Machado Joseph

Jovem de 15 anos é aluna da Escola Estadual Professor José Mendes da Silva, em Timbaúba



Atendendo uma solicitação especial feita pela estudante Silmara Maria de Souza, 15 anos, o secretário de Educação, Anderson Gomes, entregou, nesta terça-feira (07/08), um tablet e um equipamento de tecnologia assistiva (que substitui o teclado) para a jovem, portadora da síndrome Machado Joseph. A doação foi feita no gabinete do gestor, na sede da SE, no bairro da Várzea.

A estudante, que cursa o 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Professor José Mendes da Silva, em Timbaúba, sonha em prestar vestibular para Ciências da Computação. Para sua mãe, Sônia Maria de Souza, esse é um momento de felicidade. “Estou me sentindo muito feliz. Esses equipamentos vão ajudar muito no desempenho escolar da minha filha, ela é uma pessoa muito inteligente e eu sei que vai saber aproveitar bastante esse material”, diz.

Síndrome -A doença de Machado Joseph é uma doença rara que provoca a degeneração do sistema nervoso e que não tem cura. Ela compromete inicialmente a capacidade motora do paciente provocando a falta de coordenação de movimentos (ataxia). 


Esta é minha sobrinha, Silmara, filha do meu irmão Luiz Carlos (falecido em agosto/2011). De fato, ela é uma menina super inteligente, é uma guerreira, não desanima facilmente diante das dificuldades. Tenho por ela muito carinho e admiração, pois ela é um exemplo de que vale a pena continuar vivendo e aproveitando cada oportunidade que temos para sorrir, lutar, amar, e se superar. Amo você, Silmara! Que Deus continue abençoando você, e que Ele possa mostrar aos pesquisadores o caminho da cura, e que estes pesquisadores tenham do governo o investimento necessário, e todo apoio na busca por ela, pois até aqui vemos muita vontade nos pesquisadores, mas pouco investimento e apoio por parte do governo quanto a essa questão, infelizmente.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ator Guilherme Karan sofre com a Síndrome de Machado Joseph

Ator Guilherme Karan quando gravava a novela "América", em 2000

O ator Guilherme Karan, famoso por personagens cômicos e longe da TV desde 2005, quando participou na novela "América", vive isolado em sua casa no Rio há meses, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pelo Jornal Extra.
Em entrevista ao jornal, o pai do ator, Alfredo, diz que Guilherme sofre de uma doença neurológica degenerativa rara, a síndrome de Machado-Joseph. "Ele herdou da mãe. Perdi um filho com a mesma doença. Guilherme fica na cadeira de rodas o tempo todo. Tem horas que ele está lúcido e tem horas que não", disse Alfredo ao Extra.
A enfermidade é desconhecida pela maioria dos brasileiros. Sua principal característica é a perda dos movimentos até o ponto do portador precisar de uma cadeira de rodas para se locomover, disse ao G1 a neurologista Eliana Meire Melhado, membro da Academia Brasileira de Neurologia.
"É uma doença [...] que vem dos portugueses. Por ser genética, dá para saber antes de nascer. Se houver mais casos na família, é indicado o aconselhamento genético", explica a neurologista.


A SÍNDROME DE MACHADO-JOSEPH

Sintomas:
- Falta de equilíbrio
- Perda de movimentos
- Dificuldade de continuar em pé
Causa: Genética
Tratamento:
- Fisioterapia
- Exercícios físicos
Origem do nome: É uma homenagem ao cientista que a classificou entre as doenças neurológicas
O nome da enfermidade é uma homenagem ao cientista que a classificou entre as doenças neurológicas.
Entre os sintomas mais comuns está a falta de equilíbrio, e por isso a síndrome é conhecida popularmente como "doença do tropeção". Outros sintomas são a perda dos movimentos e o impedimento de continuar em pé.
Segundo Melhado, como a doença é progressiva, os sintomas aparecem lentamente. Por isso o mais indicado é, a partir do diagnóstico, fazer exercícios físicos, fisioterapia e hidroterapia para evitar que se chegue ao ponto de precisar da cadeira de rodas.
"Mesmo se chegar a cadeira de rodas, deve-se continuar com a fisioterapia. Em casos mais leves a pessoa pode até melhorar. Mas, geralmente, quando se chega a esse ponto a pessoa não volta mais a andar", explica.
Não há medicação específica para tratar a doença e o paciente tende a morrer de complicações. Mas quanto mais fisioterapia fizer, melhor se torna a qualidade de vida desse paciente.
Ator está deprimido
De acordo com a notícia publicada no Extra, Karan sofre de problemas na coluna e recebe a ajuda de dois enfermeiros e de um fisioterapeuta. "Ele não quer falar com ninguém. Está deprimido. E é um ponto de vista que temos que respeitar. Eu, como pai, compreendo e dou toda a assistência que posso", disse Alfredo ao Extra. 



Leia as outras postagens daqui do Blog "Síndrome de Machado Joseph e saiba mais sobre esta enfermidade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dois meses do falecimento do meu querido irmão.

É realmente muito triste, não apenas o fato de agora já não estarmos com ele pertinho de nós, mas o fato de lembrarmos de como essa doença roubou dele, e rouba daqueles que acomete, todos os seus sonhos e projetos.

O Luiz era um garoto muito inteligente, desde criança se destacava, era também muito extrovertido, na igreja, não ficava tímido, mas fazia sempre questão de ir louvar ao Senhor lá na plataforma, e todos glorificavam a Deus pela vida dele. Em retiros da igreja, todos vinham até ele pedir que copiasse a letra dos hinos.

Quando maiorzinho, ajudava muito a nossa mãe, fazia pesquisas de preços, até mesmo as compras da casa, devido ao fato de ela ficar em casa cuidando do nosso pai, que já estava doente da mesma enfermidade há muitos anos. O Luiz sempre foi um menino maravilhoso.

Ele cresceu, estudou, e alimentava o sonho de ser médico ginecologista,
mas devido à enfermidade, que começou a prejudicá-lo a partir dos desesseis Anos, conseguia pouco tempo para estudar, e muito menos tinha condições de fazer cursinhos, pois a sua rotina era pesada: Pela manhã, estagiava na Secretaria da mesma escola em que estudava como auxiliar administrativo (onde já o liberavam nos dias que precisava viajar para Recife a tratamento); à tarde e nos finais de semana, se aventurava como fotógrafo (primeira profissão do nosso pai antes de adoecer e perder a coordenação para que as fotos não tremessem), e assim, conseguia mais uns trocados. Enfim, ele era um rapaz muito esforçado e dedicado em tudo o que fazia. E quando chegava a noite, estudava. Mesmo assim, ainda fez vestibular e passou na primeira fase para Medicina. Ficamos muito orgulhosos dele pela sua garra. Sei que se ele tivesse mais oportunidade, ele teria conseguido, e teria ido longe; mas tudo é como Deus permite.

Daí em diante, a doença foi-se agravando mais e mais e ele já nem conseguia andar de bicicleta, levou vários tombos, e certa vez se desequilibrou e um caminhão o atropelou. Ficou muito mal, urinando sangue, precisou tomar muito remédio, na mesma época, ele estava realizando uma série de exames para investigar que doença era aquela, pois até a geração do nosso pai, apenas se sabia que esta doença passava de pai pra filho, mas não sabíamos o seu nome, nem a sua origem (a qual até hoje não se sabe). Ele havia tirado líquido da espinha para fazer um exame, e ainda não estava bem, quase morreu de dor.

Após muitas idas e vindas a Recife, mais precisamente ao Hospital das Clínicas, onde ele tinha que comparecer, às vezes até três vezes por semana, a junta médica chegou à conclusão de que seria necessário o teste genético para determinar qual das suas três suspeitas seria aquela que o acometera.

Enviaram o seu sangue para São Paulo, para a Equipe do Genoma da USP, e a Dra. Mayana Zatz, fez um ótimo trabalho junto à sua Equipe e descobriu de que doença se tratava. E além dessa descoberta, ficamos sabendo também da lamentável notícia de que o acometido pela Doença de Machado Joseph tem a possibilidade de 50% de gerar filhos que também poderão desenvolver a doença.

Ele era noivo, teve que ir embora para continuar o tratamento na UNICAMP e buscar a cura (a qual não foi descoberta até então), e o tempo e as dificuldades acabaram por separá-los. Mais um futuro que não chegou a ser concretizado. Mas Deus sabe o por quê e o para quê de todas as coisas.

Ele se dispôs a ser cobaia, caso houvesse a possibilidade de tratamento com células-tronco, caso chegasse a ser conseguido esse tipo de teste aqui no Brasil. Mas ele não viveu para ver. Mas quem sabe os que ficaram e que estão doentes viverão este dia em que encontrarão a cura? Deus abençoe que isso aconteça mesmo!

Luiz vai ficar em nossos corações como a imagem de alguém que lutou; mas lutou com muita garra, até o fim. Lutou para permanecer vivo aguardando a cura, a qual não veio, mas a sua fé e esperança não morreram, continua em cada um de nós. Pois continuamos pedindo a deus que ajude os cientistas pesquisadores para que encontrem a cura definitiva, a correção deste gene defeituoso que leva à Síndrome.

Em 1998, quando o nosso pai faleceu todos sofremos mais uma perda na família... Já havíamos perdido um tio, irmão do meu pai em 1984, e agora do nosso próprio pai. Não foi fácil. E quando lembro disso, imagino o que se passava na cabeça do Luiz ao olhar para si mesmo e sentir-se impotente; pois via de perto o avanço da doença de alguém já em um estágio mais avançado. Penso em todos os que são acometidos por esta síndrome, e no que sentem ao perder alguém da família por causa da mesma síndrome. Acredito que sofrem duas vezes, pois sofrem a perda e ainda vislumbram de perto, o final ao qual está fadado; já que até agora não há cura, ou seja, é algo inevitável.

Tenho uma sobrinha linda, que está na foto ao lado do Luiz, seu pai, e fico triste ao lembrar que o seu sonho era fazer Ciências da Computação. Ela é linda, dona de um sorriso encantador e também super-inteligente, sempre se destacava nas suas notas na Escola. Lamento o fato de que agora ela está em uma cadeira de rodas, e a Doença avançando a cada dia. Já está usando uma sonda (gastrostomia) e teve que fazer também a traquestomia. E é mais uma pessoa que tem seus sonhos roubados por uma Doença.

E assim, penso em tantos pelo mundo que estão sofrendo situações iguais ou até piores do que a da nossa família, acometidos por alguma síndrome terrível que existe.

Peço a Deus todos os dias que extermine esta Doença para sempre, que somente Ele que criou o homem e sabe exatamente quantas células cada um de nós tem, é Poderoso para, se assim for a sua vontade e propósito, curar seja qual for a enfermidade que nos venha acometer.

De uma coisa tenho certeza: Deus é Soberano! Nós lamentamos os sonhos perdidos, as vidas que se vão, aqueles que ficam sofrendo pela perda, a ainda aqueles que ficm sofrendo também afetados da mesma forma, porém, uma coisa é certa, Deus contempla a nossa dor, e é Ele quem tem nos dado forças para seguirmos em frente, pois a vida continua e ao nosso redor há várias outras pessoas que nos amam e às quais amamos, que precisam de nós, da nossa força, do nosso carinho. Por isso precisamos erguer a cabeça, respirar fundo, receber força do céu e prosseguir!

Que Deus abençoe a cada família e a cada pessoa que está sofrendo nesse momento, em algum lugar do mundo devido a alguma doença neurodegenerativa, ou por tantas outras! Amém!